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Tive que aprender
a ver os filmes da crueldade
sem me contaminar...
Odeio as apologias que defendem
discursos intragáveis
a vida humana é e sempre será defensável
o fato de não ser oriental não pode ser um limite
para o desapego
eu provei do que o meu mapa astral já enunciava...
a violência urbana em pleno nascer do sol
se encontrou comigo em um sinal de trânsito
o brilho prateado de foices que rasgam com pólvora
foi se aproximando e eu não tive como correr
estava encurralada no meu bem-estar
e este se foi... e o vazio me ocupou...
me senti oportunizada e ao mesmo tempo traída
mas para quem crê na não errância divina
mas para quem crê no acerto a cada segundo
eu deveria glorificar o destino de hoje poder lavar os cabelos
e polianamente sorrir...
eu poderia ter virado um rio de sangue e minha família um muro de lamentações...
eu poderia ter reagido ? não...não poderia
mas pensei... em segundos passou pela minha cabeça que eu poderia ter feito várias coisas... como por exemplo tirar o celular da bolsa e enfiar
dentro do vestido... mas cadê a presença de espírito...
meu anjo da guarda só tava ali em nome da incolumidade física...
perdeu... perdeu ... perdeu..
às vezes a gente ganha quando perde... uma vez eu li isso em algum lugar...
estou mais leve porque pego mais conduções do que o costume?
sei lá ainda estou digerindo...
o meu mapa da revolução solar que dava todos os indícios...
e a minha intuição sabia... que plutão na casa 1 era sinal de transformação..
Marte com Algol na casa 6 ... no cotidiano e na rotina algo o Deus da Guerra junto com a maléfica estrela poderiam me colocar à prova de bala...
Uma cruz ... está desenhada ... é o fardo que durará 1 ano...mas que preciso aceitar... tantos planetas misturados nas casas 3, 6, 8/9 e 12... e eu querendo rumo , prumo ...preciso me recuperar... usar a fênix plutônica e me transformar...sair das cinzas e flutuar...curar as feridas e caminhar...outra vez sem medo... quem tá na chuva é pra se molhar... quem sai um dia do útero não pode voltar...